sábado, 9 de abril de 2011

Uma nota só

A solidão tem sido minha companheira.
Tem dias que eu convivo bem com ela. Noutros, a ausência de sentido nas coisas corrói o meu ser.
A arte de ser só eu preciso aprender.
Pra amenizar as cores, tenho agora a companhia de uma linda felina, pequenina e doce.
Ela me acalma, aperta as patinhas dianteiras em cima do edredon, como se amassasse uvas...é tão bonitinho de ver.
Essa semana li muito, coisas boas, novos autores e isso deu o tom que faltava. Senti saudades de quem se foi, senti satisfação ao olhar fotografias e perceber que a felicidade, mesmo em conta-gotas, existe.
Ainda permaneço confusa, as palavras saem, talvez incoerentes. A cada dia, sentimentos diferentes tomam conta de mim. Um dia bem, outro nem tanto.
novos passos são necessários, seguir o novo caminho.
Não pensei que fosse ser tão difícil. As expectativas me tomaram de assalto e parecem não ter resultado em nada.
É difícil largar as coisas velhas e se apegar às novas.

Hoje, a música de ontem, já que não consegui postar.

O vento lá fora me chama pra dar uma volta. Vou lá, quero ver o meu amor. Será que ele virá?

"Sai de si

Vem curar teu mal

Te transbordo em som

Põe juizo em mim

Teu olhar me tirou daqui

Ampliou meu ser

Quero um pouco mais


Não tudo

Pra gente não perder a graça no escuro

No fundo

Pode ser até pouquinho

Sendo só pra mim sim


Olhe só

Como a noite cresce em glória

E a distância traz

Nosso amanhecer

Deixa estar que o que for pra ser vigora

Eu sou tão feliz

Vamos dividir

Os sonhos

Que podem transformar o rumo da história

Vem logo

Que o tempo voa como eu

Quando penso em você"

(Encontro - Maria Gadu)

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