terça-feira, 5 de abril de 2011

Rumo ao pódio (Ou Eu, interrogações)


Sim, eu berro o meu berro. Eu berro a minha dor. Eu berro a minha ferida ainda aberta.

Eu queria não berrar, mas eu berro. A vida passa, o tempo transforma, os sentimentos mudam. Mudam os sentidos também.

Minha vontade é não sentir nada. Mas o sentir é mais forte do que eu.

Eu não queria sofrer tanto, amar tanto, chorar tanto. As horas parecem demorar a passar. Elas não passam. Em outros momentos, passam rápido demais.

Eu me questiono sobre qual será o meu papel. O que tirar disso tudo que vivi nos últimos tempos.

Como lidar com as conseqüências? Como administrar tudo isso? Sinto que tudo escorre por entre os dedos, em minhas mãos.

Nesse momento, sinto-me impotente. Sinto dor, frio, tristeza.

“Não quero ter razão. Só quero ser feliz.”

Ok. Está bom. Mas porque ser feliz é tão efêmero? Eu não sei aproveitar os bons momentos? Estou fazendo tudo errado?

Com certeza ser feliz não é dar goladas num copo de whisky e ficar louca. Nem tampouco jantar no Outback com alguém importante do passado distante. Talvez ouvir as mulheres cantando o Chico Buarque até seja. Mas os outros, não. Ou então, eu não sei o que é ser feliz.

Ou isso tudo é ser feliz e eu não estou aceitando a felicidade. E já é quase meia noite. O sono veio, mas foi embora. A vontade de escrever foi maior. Amanha preciso acordar cedo. Mas não tenho vontade. E os exames? Preciso fazê-los logo. Preciso cuidar de mim, fazer as coisas andarem. Sair da estagnação. Mas é tão fácil falar. Fazer é tão difícil.

Vamos ver como vai ser...é preciso estar no ponto de partida.

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