Fui à Sampa. Realizei mais uma vez esse desejo sempre
presente na minha vida. Desde a primeira vez na cidade, já adulta, em 2009,
hoje, três anos depois vivi novamente o prazer de estar num lugar que amo.
Amo viajar e lógico que desejo conhecer outros países
e cidades. Mas São Paulo é uma experiência, eu diria singular. Aquele ar
cosmopolita de cidade grande me atrai. As pessoas, os cafés, os restaurantes,
as ruas, tudo me fascina. É possível encontrar pessoas de todos os tipos. Uma
diversidade que encanta. Sabe aquelas pessoas estranhas, com cabelos estranhos,
roupas estranhas? Em Sampa a gente encontra isso de montão e o mais legal é
poder ser diferente sem ser criticado. Sem aquele preconceito velado.
E dessa vez, eu definitivamente, voltei, mais uma vez,
apaixonada pela cidade. Uma cidade que acolhe o diferente. Onde o diferente faz
parte e está inserido em todo contexto social. Adorei. Até esse meu texto está
diferente, a forma da escrita também. Devo estar no meu processo catártico
pós-Sampa.
Ao contrário do que muitos dizem, os paulistas são
acolhedores, educados e inteligentes. Não que pessoas de outros estados e
lugares do mundo não sejam. Mas há uma inteligência, não digo intelectual, mas
cultural.
Dá uma paz e alma fica tranquila quando se pode andar
de mãos dadas com a namorada pelas ruas. Pode abraçar e fazer carinhos sutis.
Expressar o amor de forma branda, sem querer aparecer, mas fazer coisas
habituais sem se preocupar com olhares de censura.
Além disso, a cidade é uma delícia, repleta de
programas para todos os tipos, gostos e bolsos. É possível ir até lá com pouco
dinheiro ou dinheiro de sobra. É possível ser feliz comendo dentro de um
restaurante ou fora dele, como na Liberdade, com sua gastronomia atrativa tanto
dentro, quanto fora, nas barracas. Os melhores cafés para um amante do café
como eu, estão lá. Seja o café-aroma, seja o café-lugar. Que delícia fugir um
pouco do friozinho delicioso e entrar em um ambiente aconchegante para degustar
um café. Melhor ainda quando se faz isso ao lado de pessoas amadas.
Caminhar pela Avenida Paulista e admirar as luzes da
cidade, holofotes de carros, ônibus, contruções é um prazer indescritível.
Aqueles prédios imponentes de centro empresarial que aos finais de semana se
transforma em calçadas repletas de pessoas que lá estão para caminhar com o
cachorro, andar de skate, passear sem rumo certo e encontrar a turma (darks,
punks, skaters, gays novinhos e velhinhos, artistas de rua tocando violino e
até uma pré Pride). A cidade, aliás, estava preparadíssima para receber os LGBT
e simpatizantes como todo calor, em meio ao friozinho.
A “Terra da Garoa” faz jus ao nome, com sua chuva
deliciosa pela manhã, quase sempre, naquela mistura de cores de frias nos
guarda-chuvas, nas vestimentas, botas, casacos, echarpes, chapéus. Quanto estilo
numa cidade.
Por sugestão da companheira de viagem, que não bebe,
diga-se de passagem, mas naquele frio precisava de um up, entramos num barzinho bem estiloso e estilizado. No cardápio
drinks deliciosos e atraentes. Optamos por uma mistura de vodka, limão siciliano
e amoras frescas. Que delícia. Eu, que bebo muito pouco hoje e já experimentei
muitos drinks, fiquei fascinada.
Andar na linha amarela do metrô, com seus trens sem
condutores, controlados por computador me fez sentir em Dubai. Parecia que nós estávamos
no comando. Muito bacana. Aliás, aquelas linhas todas, ligando as partes
importantes e não importantes da cidade é um exemplo para as demais capitais
desse Brasil.
Ver meu amigo “menininho” também não tem preço. Sempre
doce, apesar de seu humor ácido, tem a excelência de um anfitrião e gentileza e
presteza de um gentleman. Gratíssima,
sempre.
A Pinacoteca e sua construção no estilo do ecletismo
italiano chamam atenção pela beleza. O espaço interior, em ferro e claraboias é
genial e dão uma luz especial ao local. O café, no Jardim da Luz é uma ótima
pedida para um final de manhã. Graças ao Jose, pude relembrar minha passagem
por lá pela primeira vez, ao lado de uma das pessoas mais especiais da minha
vida.
Dias memoráveis, inesquecíveis, que já deixaram saudade.
Amo Sampa e quero mais. Quem me apresentou à cidade foi meu querido primo, que
mora no exterior, amante de São Paulo e que me mostrou a verve dessa metrópole.
Hoje, não por acaso é seu aniversário e dedico a ele esse texto-lembrança de
uma viagem que já quer ser feita novamente.
Meus parabéns, querido Walter. Faço votos de muita
paz, amor e luz. Desejo a ti o reencontro com seu eu, cada vez mais, resgatando
a sua essência de menino, a cada dia, na sua vida. Saúde e prosperidade.
Namastê!
Fui à Sampa. Realizei mais uma vez esse desejo sempre
presente na minha vida. Desde a primeira vez na cidade, já adulta, em 2009,
hoje, três anos depois vivi novamente o prazer de estar num lugar que amo.
Amo viajar e lógico que desejo conhecer outros países
e cidades. Mas São Paulo é uma experiência, eu diria singular. Aquele ar
cosmopolita de cidade grande me atrai. As pessoas, os cafés, os restaurantes,
as ruas, tudo me fascina. É possível encontrar pessoas de todos os tipos. Uma
diversidade que encanta. Sabe aquelas pessoas estranhas, com cabelos estranhos,
roupas estranhas? Em Sampa a gente encontra isso de montão e o mais legal é
poder ser diferente sem ser criticado. Sem aquele preconceito velado.
E dessa vez, eu definitivamente, voltei, mais uma vez,
apaixonada pela cidade. Uma cidade que acolhe o diferente. Onde o diferente faz
parte e está inserido em todo contexto social. Adorei. Até esse meu texto está
diferente, a forma da escrita também. Devo estar no meu processo catártico
pós-Sampa.
Ao contrário do que muitos dizem, os paulistas são
acolhedores, educados e inteligentes. Não que pessoas de outros estados e
lugares do mundo não sejam. Mas há uma inteligência, não digo intelectual, mas
cultural.
Dá uma paz e alma fica tranquila quando se pode andar
de mãos dadas com a namorada pelas ruas. Pode abraçar e fazer carinhos sutis.
Expressar o amor de forma branda, sem querer aparecer, mas fazer coisas
habituais sem se preocupar com olhares de censura.
Além disso, a cidade é uma delícia, repleta de
programas para todos os tipos, gostos e bolsos. É possível ir até lá com pouco
dinheiro ou dinheiro de sobra. É possível ser feliz comendo dentro de um
restaurante ou fora dele, como na Liberdade, com sua gastronomia atrativa tanto
dentro, quanto fora, nas barracas. Os melhores cafés para um amante do café
como eu, estão lá. Seja o café-aroma, seja o café-lugar. Que delícia fugir um
pouco do friozinho delicioso e entrar em um ambiente aconchegante para degustar
um café. Melhor ainda quando se faz isso ao lado de pessoas amadas.
Caminhar pela Avenida Paulista e admirar as luzes da
cidade, holofotes de carros, ônibus, contruções é um prazer indescritível.
Aqueles prédios imponentes de centro empresarial que aos finais de semana se
transforma em calçadas repletas de pessoas que lá estão para caminhar com o
cachorro, andar de skate, passear sem rumo certo e encontrar a turma (darks,
punks, skaters, gays novinhos e velhinhos, artistas de rua tocando violino e
até uma pré Pride). A cidade, aliás, estava preparadíssima para receber os LGBT
e simpatizantes como todo calor, em meio ao friozinho.
A “Terra da Garoa” faz jus ao nome, com sua chuva
deliciosa pela manhã, quase sempre, naquela mistura de cores de frias nos
guarda-chuvas, nas vestimentas, botas, casacos, echarpes, chapéus. Quanto estilo
numa cidade.
Por sugestão da companheira de viagem, que não bebe,
diga-se de passagem, mas naquele frio precisava de um up, entramos num barzinho bem estiloso e estilizado. No cardápio
drinks deliciosos e atraentes. Optamos por uma mistura de vodka, limão siciliano
e amoras frescas. Que delícia. Eu, que bebo muito pouco hoje e já experimentei
muitos drinks, fiquei fascinada.
Andar na linha amarela do metrô, com seus trens sem
condutores, controlados por computador me fez sentir em Dubai. Parecia que nós estávamos
no comando. Muito bacana. Aliás, aquelas linhas todas, ligando as partes
importantes e não importantes da cidade é um exemplo para as demais capitais
desse Brasil.
Ver meu amigo “menininho” também não tem preço. Sempre
doce, apesar de seu humor ácido, tem a excelência de um anfitrião e gentileza e
presteza de um gentleman. Gratíssima,
sempre.
A Pinacoteca e sua construção no estilo do ecletismo
italiano chamam atenção pela beleza. O espaço interior, em ferro e claraboias é
genial e dão uma luz especial ao local. O café, no Jardim da Luz é uma ótima
pedida para um final de manhã. Graças ao Jose, pude relembrar minha passagem
por lá pela primeira vez, ao lado de uma das pessoas mais especiais da minha
vida.
Dias memoráveis, inesquecíveis, que já deixaram saudade.
Amo Sampa e quero mais. Quem me apresentou à cidade foi meu querido primo, que
mora no exterior, amante de São Paulo e que me mostrou a verve dessa metrópole.
Hoje, não por acaso é seu aniversário e dedico a ele esse texto-lembrança de
uma viagem que já quer ser feita novamente.
Meus parabéns, querido Walter. Faço votos de muita
paz, amor e luz. Desejo a ti o reencontro com seu eu, cada vez mais, resgatando
a sua essência de menino, a cada dia, na sua vida. Saúde e prosperidade.
Namastê!
Image: SP da garoa
