sexta-feira, 13 de maio de 2011

A flor do futuro (ou seria À flor do futuro)

O ócio é, para mim, criativo. Há tempo Para escrever, atuar como observadora do mundo e suas realidades, viver com mais intensidade.

A volta ao trabalho, nas últimas semanas, me deixou robotizada. A rotina exaustiva e acelerada se traduz em cansaço, poucas horas de sono e menos tempo Para pensar.

Mas também, a ocupação da mente é a melhor coisa a se fazer quando as dores do mundo estão sobre os seus ombros.

Porque simplesmente, elas ficam em segundo plano, deixam de ser questões prioritárias a serem resolvidas. Nesse sentido, é maravilhoso então, acordar todos os dias, mesmo morrendo de sono, lutar contra a vontade de ficar na cama e se entregar à rotina.

Mais o mais importante de tudo isso é sentir-se produtiva. Eu andei uns tempos aí, angustiada pelo fato de estar dedicando-me somente aos estudos. Estava me sentido improdutiva. Como se produção fosse algo tangível.

Nem penso ser assim, o modo correto de raciocinar. Mas eu estava desse jeito. Ou daquele jeito. Porque não estou mais.

Depois da tempestade, a bonança. Dito popular, sabedoria de primeira. Houve um tempo em que lágrimas, chuva, tristeza e outros males me assombraram. Como assombram os monstros. Tudo parecia cinza, escuro e frio.

Mas como eu já disse milhares de vezes aqui e pela vida, o tempo cura tudo. E a minha cura veio em forma de flor, em forma de bonina. Pequenina e doce, mas forte o suficiente para me fazer enxergar a beleza da vida.

As noites intermináveis de insônia se dissiparam. O coração acelera, agora, por outros motivos. Os momentos adversos não duram para sempre. Duram o tempo suficiente para nos recuperarmos, resgatarmos o que mais de bonito há em nós e sorrirmos sorrisos de todos os jeitos.

Nesse processo, também teve papel importante a felina que habita meu novo lar. Como se percebesse a minha tristeza, soube me dar colo e se achegar ao meu corpo, trazendo calor e alegria. Pequenina, também pediu colo, desde o começo, e a relação que se estabeleceu entre nós é algo sublimar.

Ela me chama, se achega, faz charme, é delicada e fofa, muito fofa. Também ganhei Will, um anjinho em forma de pelúcia que me faz lembrar que não posso deixar de ser anjo, já que essa condição é inerente ao meu ser – colocação essa não posta por mim, mas por outras pessoas que ao longo da caminhada assim me denominaram – e sim, eu tomo posse dela.

Chove lá fora, porque daqui a pouco tempo vai florescer. E todas as sementes plantadas estarão flores lindas e frutos belos. E teremos boninas, flor de jasmim (e sorriso de jasmim, também!), mirra, orquídeas e todas as mais lindas espécies.

Te agradeço minha pequena e grande bonina, por fazer parte da nova história que está sendo escrita. Agradeço pelo carinho, pelos mimos, pelo novo, pelas palavras bem escritas, por tudo que és. “A flor do futuro vai abrir mil caminhos, você vai ver” (Cláudio Zoli)

Me despeço com um sorriso de jasmim. Oxalá nos proteja hoje, agora e sempre.

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