Não!
Não pode mais meu coração
Viver assim dilacerado
Escravizado a uma ilusão
Que é só desilusão
Ah, não seja a vida sempre assim
Como um luar desesperado
A derramar melancolia em mim
Poesia em mim
Vai, triste canção, sai do meu peito
E semeia a emoção
Que chora dentro do meu coração
(Modinha - Vinicius de Moraes/Antonio Carlos Jobim)
Nesse extremo de emoções que me toma de assalto, alguns sintomas reaparecem. Embora eu esteja fingindo que eles não existem. Eu não os aceito. A cama tem sido a minha melhor amiga. Quanto mais eu durmo, mais eu tenho sono. Outras vezes, a insonia me toma por assalto. A taquicardia me incomoda. Mesmo deitada, quieitinha o coração pula, bum, bum bum.
Quero que essa nuvem negra se dissipe em minha vida. Desejo ardentemente voltar a produzir alguma coisa útil. Coisa que não faço há quase duas semanas. Mas meu coração está dilacerado e eu não sei se é possível produzir alguma coisa nesse estado.
Preciso sair para resolver minha vida, pagar minhas contas, estudar, mas estou abatida. Parece que fui abatida com bolas de borracha por uma arma. Não posso me permitir sentir isso. Eu não mereço sofrer assim por ninguém. Mas é tão fácil falar. Difícil é agir.
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