Feliz ano novo!
Feliz vida nova!
Feliz 2011!
O ano promete! Minha esperança é de que o ano seja melhor do que todos os outros, que as promessas sejam renovadas. Que tenhamos um Rio cheio de paz e amor em todos os lados e lugares, nessa cidade partida.
Sim, sejamos um. Diga mais sim do que não. Seja você, apenas você. Viva intensamente e aproveite cada minuto, cada segundo. A vida é linda e preciosa. Não perca tempo com quem não vale a pena. Construa castelos sólidos, de pedras.
Vamos ver o sol nascer, vamos tomar banho de lua. Vamos ter tempo para apreciar as coisas boas e que realmente merecem nossa atenção. Ano passado, na primeira semana no ano, eu comecei esse movimento. Sai com um casal de amigos, tomamos um bom vinho e depois fomos até a praia de Ipanema. Conversa vai, conversa vem, uma noite linda de verão, brisa na beira do mar, água quentinha. Tirei minha roupa as 4 da manhã e tomei um belo banho de mar. O primeiro de 2010.
Pude sentir as boas vibrações e, começar o ano, cheia de energia. No meu processo de autocura dos males que atormentavam.
Hora de deixar para trás os velhos hábitos. Ter mais sensatez, aprender com os erros do passado, procurar ser mais, refletir, pensar dez vezes antes de falar besteira, ouvir mais, enfim, seguir os ensinamentos. Ah, e sim, positivar mais. Positivar sempre. Pensamento é tudo.
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Na ultima semana do ano, eu fiz coisas bacanas. Trabalhei muito, encarei a avenida Brasil com engarrafamento umas três vezes e sobrevivi, sem surtos, dentro do carro.
Estive no Arpoador, de madrugada e foi lindo demais ver a lua crescente, reinando absoluta no céu, avermelhada. Vaguei na lua deserta, nas pedras do Arpoador, como descreveu o Cazuza.
Lembrei de coisas boas e de coisas ruins, também. Refleti. Saudei Gaia por estar ali e fui incompreendida. Sim, eu agradeci à Mãe Terra por me deixar contemplar tamanha grandiosidade. Por me deixar ser parte de toda energia que emanava dali. Que emana dali e só quem vive, pode sentir.
Revi pessoas especiais, que iluminam meu ser, minha vida. Conversei horas a fio sobre livros e personagens fantásticos. Dormi e perdi a hora de tão cansada que estava. Afinal, sou humana. Aliás, isso aconteceu umas três ou quatro vezes, nos últimos dias.
Contemplei meu pai e minha mãe. Exercitei o profundo amor que tenho por eles. Chorei de tristeza quando me senti maltradada por quem amo.
Sorri de alegria, ao ver o sorriso de uma criança. Ri, com a gargalhada do fotógrafo, na redação. Ouvi Renato Russo em efusão.
Fui ao lançamento de um livro e ouvi musica clássica, ao vivo, ao piano. Emocione-me com Villa-Lobos, Mozart e Chopin. Tomei uma taça de prosecco, durante o trabalho.
Também morri de rir e de chorar com uma amiga, ao telefone, numa chamada de mais de uma hora de duração. No engarrafamento, comi tradicionais biscoitos “Globo”. Também me deliciei com água mineral com gás. A-do-ro! Isso tudo é viver. São as pequenas coisas que fazem a vida da gente.
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Hoje me disseram que eu não faço poesia. Posso até não fazer atualmente, mas no passado, já fiz. Obviamente, que pelo processo da dor de amor. Tudo bem. Eu realmente não faço poesia. Eu escrevo prosa. Mas eu vivo a poesia. Eu a sinto. Eu a devoro.
Amo versos, estrofes e afins. Amo Alberto Caeiro, Vinicius de Moraes, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Adélia Prado, Cazuza, Mário Quintana (Salve, Quintana!), Carlos Drummond de Andrade, Marcelo Camelo, Aldir Blanc, Gonzaguinha, Cartola, Noel Rosa, Tatiana Rosa, Nando Reis e muitos outros poetas brilhantes que não lembro neste momento, mas a quem saúdo desde sempre e servem-me de inspiração.
No primeiro dia do ano, varei madrugada adentro lendo textos dos meus autores favoritos. Tomei uma única taça de Veuve-Cliquot, comi um pavê delicioso que fiz. Modéstia, a parte, ficou muito bom. Acordei ao meio-dia. Assisti, emocionada, à primeira mulher ocupar o cargo político máximo, na história do Brasil, a presidência da república, a querida presidenta Dilma Roussef. Vi o Lula deixando o poder, emocionado. Vi Brasília pela televisão e desejei estar lá outra vez. Lembrei da viagem que fiz em 2008, com meu melhor amigo. Foi lindo demais.
Também conversei com meu primo mais que querido por horas a fio, sem me preocupar com o tempo cronológico. Foi bom demais. Aproveito a oportunidade para dizer que te amo. Esperei com saudade por alguém que está longe, mas logo vai voltar e alegrar meu coração. Pude, ao menos, amenizar a dor da saudade, ouvindo sua voz ao telefone.
Me iludi, me enganei, fui traída pela emoção que falou mais alto. Me encantei novamente com algo que não deveria. Ainda bem que querer não é poder.
Já que não sou poeta, deixo aqui, versos que impregnam minh’alma.
sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora
calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa
PAULO LEMINSKI
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