Parafraseando a poetisa Elisa Lucinda, começo meu texto com essa frase para dizer que, aos poucos, estou voltando a uma rotina que havia esquecido.
O ano passou rápido, mas parece que os dias de dezembro passaram vagarosamente.
Especialmente, quando estava mais próximo ao Natal.
Foi um mês de perdas e de ganhos. É o jogo da vida. Lembrei agora de um trecho de “What it takes”, no Steven Tyler cantando:
“Tell me what it takes to let you go
Tell me how the pain's supposed to go
Tell me how it is that you can sleep in the night
Without thinking you lost everything that was good
In your life to the toss of the dice
Tell me what it takes to let you go”
um rolar de dados...é, acho que é assim mesmo...
Está na hora de virar a página, de deixar as coisas acontecerem novamente.
De voltar à rotina de antes.
Semana passada, tomei um café especial com um amigo muito especial. Em meio àquela correria de pernas apressadas, rumo ao consumismo desenfreado do Natal, deveras exagerado, sentamos à mesa, tranquilamente, conversamos e pensamos em como pudemos ficar tanto tempo sem nos encontrarmos.
Falamos de livros e eu finalmente entreguei o que comprei de presente para ele, no Natal de 2008. Dois anos se passaram. Tempo, tempo, tempo. Essa frase me lembra alguém.
No dia 24, ajudei minha mãe com os preparativos da ceia.
Nossa ceia foi linda e especial. Eu, meus pais, meus irmãos e o aniversariante. Espero que ele tenha gostado da surpresa que fizemos.
No dia 25, fritei bolinhos de bacalhau, como faço todos os anos, mantendo a tradição.
Ontem, dia de dormir até mais tarde. Para não perder o costume. (Risos). Nesse calor, fica mais complicado, porque o ar condicionado pifou e eu acordo o tempo inteiro. À tarde, assisti uma palestra muito bacana e depois, como boa carioca que sou, fui passear na Lagoa e aproveitar para ver a árvore de natal.
Foi maravilhoso voltar à rotina, sair da toca, sentir a vibração da cidade, das pessoas, observar a bela vista do mirante em que eu me encontrava. Sentir o carinho e o respeito de quem ama a gente, quando mais precisamos de um colo. Foi tudo de bom.
Obrigada ao universo por permitir que eu tenha alguns anjos em minha vida, caminhando ao meu lado em todas as circunstâncias. Fazendo-se presentes em momentos-chave, muitas vezes, sem nem saber o quanto preciso daquele colo.
Aproveito as boas vibrações, para desejar aos meus poucos leitores, se é que os tenho, um ano novo repleto de paz, amor, saúde e prosperidade. Que tomemos consciência de que cada gesto nosso exerce influências sobre o todo universal. Que possamos amar mais e permitir que sejamos amados. Que compreendamos que TODOS somo UM.
Carinhosa.mente,
M.A.
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