domingo, 19 de setembro de 2010

Por uma nova perspectiva

Tenho a sensação de que o mundo está passando por um processo de transformação profundo, repleto de mudanças, não percebidas a olhos vistos, que podem apenas serem sentidas.
Sensação. Sentir. Sensível. Talvez um pouco subjetivo demais, no entanto, uma oportunidade que a maioria das pessoas desperdiça, preocupada com “ter” mais do que “ser”.
Esse sentir significa olhar o mundo com os olhos do coração, olhar as pessoas e ver além do que elas aparentam ser. As aparências enganam. É importante conhecer antes de julgar; Ter mais cuidado ao olhar o outro. Compreender mais, tolerar mais, reconhecer mais. A vida é uma oportunidade contínua de aperfeiçoamento.
Às vezes, me sinto um peixe fora d’água, um sentimento de não -pertencimento ao mundo. Às vezes, fico perplexa com certas atitudes do ser humano. Onde está a sensibilidade? Onde está a caridade? Onde está o entendimento?
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Não sei se sou sensível demais e ando me comportando de maneira inadequada aos moldes sociais. Há dois dias, me acometeu uma virose. Acordei bem, trabalhei, agradeci a Deus pela oportunidade de viver mais um dia de provas e expiações. Busquei passar todas elas com sabedoria, ouvi verdadeiramente os meus próximos, fiz trocas humanas saudáveis. Eis que, ao fim do dia, minha disposição caiu a zero, meu corpo mal respondia, dores, febre, mal estar geral e todas as características da virose: da cama para o banheiro, do banheiro para a cama.
No dia seguinte, liguei para o centro holístico que freqüento há quase dez anos, com freqüência semanal, a partir desse ano, e ao explicar que não poderia comparecer ao meu tratamento – porque impossibilitada de locomoção – recebi como resposta, minutos depois, que teria de pagar pelo mesmo, na próxima sessão, porque não desmarquei com 24 horas de antecedência. Mas eu me pergunto como desmarcar algo, se 24 horas antes, eu estava ótima, linda, bela e feliz. Sem o mínimo sinal de que algumas horas depois eu estaria de cama?
Cadê a sensibilidade? Onde está o respeito? Penso que como freqüentadora assídua do lugar, poderia haver um mínimo de compreensão da minha situação. Mas o dinheiro sempre em primeiro lugar.
Senti-me desrespeitada, desmerecida. Percebi que mesmo num centro holístico, eu sou uma mercadoria de troca. Não generalizo minha opinião, pois tenho certeza absoluta que outros profissionais que ali trabalham, não agem assim. Porque já fui atendida gratuitamente em outras ocasiões, por eles, e conheço sua postura. Mas a porta-voz do dono da casa age de forma equivocada, talvez instruída por ele ou talvez este nem saiba que ela faz isso. Tive vontade de abandonar tratamento, de abandonar tudo. Mas tenho que relevar e agir diferente, com sabedoria e diplomacia. Afinal, todos precisamos uns dos outros. Eu preciso deles. E eles também precisam de mim. Todos somos um.
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Um comentário:

  1. Terei de discordar de voce dessa vez,minha adoravel prima.
    Vamos por partes: Empresas tem de ter regras,assim como paises possuem leis e o transito seria um caus(bem da forma como e' no Rio de Janeiro),se ninguem respeitasse as leis do transito.
    Eu sinto muito que voce tenha ficado doente.Voce foi ao medico? Tem atestado medico para provar a suia doenca?
    Voce ja se colocou no lado da empresa? quantas pessoas devem usar de ma fe ,dizendo que ficaram doentes quando na verdade usavam de desculpa para nao terem de pagar a multa de cancelamento tardio?
    Voce e' frequentadora assisdua? Tudo bem! Leve o seu caso ao gerente ou escreva uma carta ao dono,porem sem a desculpa de que devemos nos preocupar mais uns com os outros,que e'bem nobre e tal,mas numa perspectiva de negocios soa ingenua ou conveniente por demasia.
    Nenhuma empresa pode ser gerenciada por sentimentos e os fatos sao suficientes para qualquer decisao.
    Manuela,freguesa regular da compania merece ter a tarifa perdoada pelo nao comparecimento,pois no decorrer de 10 anos ela ja investiu grande capital na sua consultas.
    Caso resolvido,racionalmente por qualquer gerente. Nao e' necessario ficar chateada com o ser humano que atendeu o telefone.Ela so estava seguindo as regras da empresa.
    Espero resposta,viu?minha prima linda!rs,rs,rs...

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