
Final de setembro, início de outubro. Está aberta a temporada de cinema no nosso Rio de Janeiro. Como todos os anos, o Festival de Cinema do Rio traz centenas de filmes de todos os gostos, cores e sabores para agradar a gregos e troianos.
Mais animada do que no ano passado, eu comprei ingressos para assistir alguns filmes. O primeiro deles foi “A última estação”, uma cinebiografia do escritor russo Leon Tolstoi. Belíssima projeção. Assisti no último sábado.
O filme trata sobre os últimos anos da vida de Tolstoi, um pregador incondicional do amor. Aristocrata de berço, ele compreendeu, com o caminhar da vida, que as coisas mais simples são as mais importantes. Optou, então, por uma trajetória desprovida de riquezas materiais, preferindo construir riquezas morais, deixando um legado importantíssimo para a humanidade, através de sua obra.
Baseado no livro “A última estação – os momentos finais de Tolstoi” (Parini, Jay. Ed. Record, 2009), o diretor Michael Hoffman fez uma bela reconstituição do início do século XX, desde os cenários, até a maquiagem e cenografia. Um belo retrato da Rússia nos anos 1900.
Saí emocionada, com vontade de ler todos os escritos do Tolstoi. Saí reverberando amor, sentindo o amor correr nas veias.
Eu mesma, por vezes, complico tanto as coisas. É preciso simplificar. Amar, perdoar, sentir, perder, ganhar, acrescentar com nobreza de alma e de coração. Pensar no todo, pensar nos outros, deixar de lado o véu do egoísmo que cobre os olhos.
Para amar em verdade, é preciso se libertar do medo de amar. Todas as formas de amar são válidas.
Fica a minha dica de filme aos amantes ou não, da sétima arte. Que venham os próximos!
“O homem ama porque o amor é a essência da sua alma.” (Leon Tolstoi)
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