Movimento...Inspiração. Inspire...expire...repita esse processo algumas vezes, até relaxar. Mentalize o sol nascente, o canto dos pássaros, “desligue-se” lentamente do ambiente ao seu redor e relaxe por alguns minutos.
Na agitação cotidiana, relaxar, meditar, respirar lentamente, sentindo cada movimento tem sido algo muito difícil. Mas não, impossível. Vez ou outra, me pego conseguindo meditar. É preciso tentar. Sempre.
Depois de alguns dias imersos no mundo real, a inspiração vem. Acordo em meio ao canto dos pássaros, observando pelas frestas das persianas, a noite transformando-se em dia. Uma manhã fria de quinta-feira. Quase oito horas muito bem dormidas e ininterruptas. Maravilha. Meus felinos aqueciam o meu pé, porque a manta, o cobertor e o edredon estavam em todos os lugares, menos, sobre mim. Com meus pés quentes, eu consigo dormir e esquecer a sensação térmica do frio em meu corpo.
Relembrei do meu final de semana especial. Estar reunido com amigos é sempre muito bom. Amigos fiéis, de verdade, carne e osso, aqueles da alegria, mas principalmente, da tristeza. Pois as circunstâncias da vida permitiram que eu estivesse ao lado de pessoas especiais e que considero muito: minhas amigas de pré-vestibular. Sempre que temos tempo, arrumamos uma brecha em meio ao caos e nos vemos. Mas o fim de semana foi especial. Porque foi uma quase-noite do pijama, quando as menininhas se reúnem Para trocar figurinhas, separam seus pijamas, novidades, assuntos e vão dormir na casa de uma delas. Coisa de menininha, que a gente vê nos filmes. Pois foi exatamente assim que aconteceu. Sai na sexta chuvosa do trabalho, encontrei a primeira, buscamos a segunda e nos dirigimos para a casa da anfitriã, que nos esperava com alegria. Não havia planos, deixaríamos o barco nos levar... À nossa disposição: filmes, livros, pipoca e principalmente, amizade. Relembramos o passado, rimos das histórias engraçadas do pré-vestibular, fizemos uma sessão nostalgia muito bacana, tudo assim, fluindo, sem planejamento, deixando acontecer, acontecendo. O que seria uma noite, virou um final de semana cheio de partilhas, conversas francas e sinceras, surpresas, alegria. Lembrei do “Juventude”, de Domingos de Oliveira e pensei que mais tarde, daqui a muitos anos, espero repetir esse encontro, espero estar perto das minhas amigas especiais e voltar a ser criança. Isso sim, é viver.
Pra não esquecer, um trecho do Caio Fernando.
“Mas era um homem recém-nascido quando voltou-se devagar, num giro de cento e oitenta graus sobre os próprios pés, para deslizar as costas pela sacada até ficar de joelhos sobre os ladrilhos escuros, as mãos postas sobre o sexo.
Abriu os dedos. Absolutamente calmo, absolutamente claro, absolutamente só enquanto considerava atento, observando os canteiros de cimento: será possível plantar morangos aqui? Ou se não aqui, procurar algum lugar em outro lugar? Frescos morangos vivos vermelhos.
Achava que sim.
Que sim.
Sim.”
Que lindo te ler nesta quente quinta feira deste verao mais quente desde 1880-segundo o NYTIMES.
ResponderExcluirAssisti ao filme de 2003" under the tucan sun" e lembrei de voce.Lembro de voce quando vejo um filme que me emociona,pois voce e' muito sensivel e com certeza gostaria tambem.Ele fala do amor,da necessidade de manter a nossa crianca viva,sempre!
Fiquei feliz que teve um otimo final de semana.Tem toda razao! Viver bem e'estar com quem gostamos e quem gosta de nosotros(soa melhor em espanhol,nao?parece mais...)
Irei colocar o clipe do filme no seu orkut de 1984...rs.
LOVE YOU!